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Amy Winehouse
Como muitos de vocês, já fiquei me perguntando o que há de tão especial em uma moça feiosa que tem tudo o que pode querer e ainda assim, vive fazendo bobagens e entrando em um processo autodestrutivo. Amy Winehouse (aquela mesma) é assim.
Tirei um momento “Domenico de Masi” para mim e assisti ao show em Londres da moça no Multishow. Ela interrompe o show para pedir um Jack Daniels à produção. Manda o batera reiniciar a música, pois ela perdeu o timming. Mas acredite, apesar de tudo isso, Amy Winehouse é o máximo!
Para tentar definir o deleite do show e dos discos que fiz questão de ouvir depois do show enquanto escrevia este post, eu diria que Amy tem duas qualidades extremamente raras entre as cantoras atuais; ela sabe o que é música boa e canta com autenticidade.
Caso não tenha ouvido o CD “Back to Black” inteirinho até agora, recomendo fortemente que o faça. Escolha um horário em que as crianças foram dormir. Um Wiskinho pode te ajudar a entrar no clima.
Amy resgata o melhor da Soul Music. Tem momentos de Aretha Franklin e outros que lembra Miriam Makeda (ouça “Monkey Man”). “Valerie” e “Tears dry on their own” são obrigatórias.
Tem um site que irá premiar com um iPod quem adivinhar a data da morte de Amy Winehouse. Na Amazon a capa do CD tem uma mensagem para os pais sobre conteúdo impróprio para menores. Natalie Cole chegou a insinuar que ela não era merecedora do Grammy que levou porque não era um bom exemplo para a juventude. Grammy este que ela teve que participar remotamente porque foi impedida pela justiça Inglesa de viajar aos EUA. No que depender de mim, quero a voz de Amy por perto por muitos anos.
Tá na hora de falarmos mais sobre a música de Amy Winehouse e menos de seu comportamento. Amy é artista e apenas artista. Não gosta do papel de estrela e muito menos do de celebridade. Talvez por isso ela tenha trazido este sopro de autencidade para a música moderna que anda muito " desfile de moda".
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Comentários
Concordo com quase tudo
qua, 17/12/2008 - 14:42 — DurvalAmy sem dúvida esbanja autenticidade e intensidade nas suas interpretações, a mesma autenticidade e intensidade com que aparentemente vive fora dos palcos, e isso talvez seja a causa da sua vida conturbada. Ela é só mais um exemplo entre tantos na história de artistas muito sensíveis que sacrificam seu equilíbrio pessoal em favor da arte. Perdem eles, ganhamos nós...
Mas não acho que ela é "feiosa". Sua aparência tem tudo a ver com o clima bar-esfumaçado-submundo-boêmio das canções, e acho até que ela adquire um certo charme nesse contexto.
Uma curiosidade sobre o Back to Black é a música "Me and Mr. Jones", uma resposta à "Me and MrS. Jones", hit dos anos setenta de Billy Paul. Billy contava suas aventuras extraconjugais com a Sra. Jones, com quem se encontrava todo dia no mesmo café e ficava fazendo planos para o futuro, mesmo sabendo que era uma coisa errada; enquanto Amy o aconselha a parar de se enganar com essa "baboseira" (fuckery?), pois ele não significa nada para ela e "ninguém se intromete entre mim e meu homem, o Sr. Jones".
Mas a minha preferida continua sendo "Just Friends", um quase reggae onde o sax barítono faz a linha de baixo, dando um ar debochado ao arranjo, traço característico de várias músicas do disco. Nela, Amy emprega uma série de variações vocais sutis, deixando à mostra a flexibilidade do seu timbre e a sensibilidade da sua interpretação.
Em tempo, o hit "Rehab" entrou para o repertório da Vox. A Andréa disse que vai fazer o coque no cabelo, a maquiagem olho-de-gatinho e quem sabe até pedir um Jack Daniel's durante o show para incorporar melhor a personagem. Confira esta e outras novidades no nosso próximo show, ainda sem data definida.
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